sexta-feira, 2 de agosto de 2019

CHEGA DE LUTO E VAMOS A LUTA! AINDA NÃO MATARAM O BRASIL




         Muita gente anda pessimista, chorando pelos cantos, em luto pela morte do nosso país, como nação. ESTÃO MATANDO O BRASIL! Nossa soberania está sendo doada uma potência estrangeira!
             O desenvolvimento de país vinha se tornando uma pedra no sapato para alguns segmentos que dominam a geopolítica mundial (Estou devendo o capítulo III sobre a geopolítica mundial, quando falarei do Brasil). Bolsonaro, a mando de setores mais reacionários da oligarquia financeira internacional. Vem promovendo uma política de terra arrasada, tanto no campo social, econômico e ambiental. A ideia é de não haver país algum! Isto porque, ao contrário da maioria da população, eles sabem no nosso potencial.


               Mas vale a pena lutar. Se conseguirmos reunir as forças progressistas deste país nos próximos três anos poderemos impingir uma derrota clamorosa aos vendilhões da pátria e tomaremos as rédeas do nosso destino em nossas mãos. Mas... depois da “terra arrasada”, o que poderemos fazer.

            O que se pode fazer a curtíssimo prazo? Resistir à agenda neoliberal do atual governo. Devemos estar em estada de manifestação permanente. Denunciar diuturnamente os crimes de lesa pátria perpetrados por esta corja que assaltou o poder. A Petrobrás é nossa! Temos que denunciar a venda do pré-sal, das refinarias, dos gasodutos, da BR distribuidora. Não podemos deixar eles se desfazerem de nosso parque de geração de eletricidade. Não podemos permitir o sucateamento e a posterior privatização das nossas universidades. Entregar a Amazônia, destruir nossas reservas ambientais, exaurir nossos recursos minerais em benefício de potências estrangeiras. São tantas as maldades, que nem o próprio Diabo o quer no Inferno, para não haver concorrência!

            Bom! O que fazer agora? Ajudar a organizar, ou pelo menos engrossar as fileiras nos movimentos contra a reforma da previdência e pela universidade gratuita e de excelência. Devemos tomar uma posição favorável ao impedimento do presidente Jair Bolsonaro. Esta é uma situação real em que um presidente da república deve sofrer um processo de impeachment. No caso de Fernando Collor de Mello o crime de responsabilidade não foi tão obvio. Dilma Rousseff foi deposta sem cometer nenhum crime de responsabilidade. Já, agora, no caso Jair Bolsonaro, os crimes de responsabilidades são flagrantes: racismo, difamação, todo tipo de falta de decoro, como veiculação de vídeos pornográficos, incitação à violência, e tantos outros!
            Para aqueles que dizem que o impedimento do Bolsonaro serve mais àqueles que querem aprofundar a agenda de destruição do país do que ao povo brasileiro porque o Mourão faz parte do grupo, acho que não é bem assim. Bolsonaro pode perder o mandato por um golpe das elites porque as loucuras do presidente estão atrapalhando a destruição do Brasil. Mas se o povo for levado às ruas, levado pelas mãos das forças progressistas, para pedir o impeachment de Bolsonaro, uma nova proposta será levada ao povo no bojo dos movimentos. As dificuldades de Mourão para conduzir a agenda serão bem maiores.
            A campanha do impeachment servirá, também, como uma pré-campanha eleitoral para prefeitos e vereadores no ano que vem. Uma grande vitória das forças progressistas contra as forças imperialistas que estão subjugando nosso país. Nenhum político vive sem a municipalidade. O congresso terá dificuldade de aprovar os muitos pontos do entreguismo nacional.
     Os danos provocados pelo “golpe do impeachment” contra a presidenta Dilma, em 2016, são muito grandes e vai continuar até 2023, o que podemos fazer é mitigar. Porém para as próximas eleições presidenciais e para governadores não podemos perder. E o dia de começarmos fazer campanha de esclarecimento popular foi ontem. É preciso fazer uma grande frente, com um discurso único, para fazer frente ao aparelhamento dos usurpadores do poder. Mobilização permanente. Sempre esclarecer e denunciar o que está havendo no país! Se hoje nossas opiniões parecem esdrúxulas, amanhã será como uma cantiga de grilo.
            Pensando em médio prazo. Se elegermos um bom presidente, uma câmara de maioria progressista (além de uma maioria dos governadores, com suas respectivas assembleias legislativas) será possível não só reverter a atual situação, mas trilharmos um caminho de prosperidade nunca visto. Neste caso trago algumas propostas para reflexão.
            No campo político é indispensável formar uma assembleia nacional constituinte. Com deputados eleitos unicamente para este fim, inelegíveis por quatro anos após a promulgação da nova carta. O congresso poderá revogar muitas das “maldades” do atual governo, estabelecendo uma legislação trabalhista mais justa e a volta de um regime de previdência solidário.
            Porém é na área econômica que o bicho pega! O que foi vendido, quer dizer, doado, dificilmente terá retorno fácil pela via parlamentar. Para voltar a reestatizar setores estratégicos é preciso recuperar a economia do país. Tenho algumas sugestões.
            O setor bancário é a que tem maiores lucro no Brasil há décadas. A especulação financeira é muito rentável no país. Isto acontece porque os bancos pegam os recursos que dispõe (que não foram emprestados para os setores produtivos) depositam no Banco Central. A taxa de juros no país é uma das mais altas do mundo, portanto este dinheiro é bem remunerado. Os empresários do setor produtivo, em particular do setor da indústria, deixaram de pedir empréstimos aos bancos para expandir a produção e passaram a investir no capital financeiro. O setor agropecuário recebe créditos com algum subsidio, ou seja, juros mais baixos. O setor de commodities agradece!  A economia beira a estagnação.
Diante destes fatores, se eu fosse o ministro da economia tomaria as seguintes medidas:
Baixaria a “taxa SELIC” à zero! Ou pelo menos a um valor bem baixo. Não levaria o setor financeiro à falência? Os bancos tem bastante gordura e poderiam (e é esta a ideia) emprestar dinheiro ao setor produtivo.
Obrigaria os bancos a depositar de 70% a 90% no Banco Central, para evitar expansão monetária e, portanto, inflação. Faria um decreto ou projeto de lei, vinculando a máxima taxa de juros aplicada pelos bancos à taxa SELIC. Acima deste valor seria considerado crime de usura. Exemplo: para empréstimos a taxa de juros não poderia exceder oito vezes a taxa SELIC. Para cartões de crédito e limite de cheque especial, dez vezes.
Emitiria dinheiros (Reais) ao longo de algum tempo para pagar as dívidas com os bancos. Isto não causaria inflação? Não. Não porque a ideia não é só diminuir o déficit público e sim capitalizar os bancos para promover empréstimos ao capital produtivo. Com a diminuição da dívida interna, será possível dar incentivo às empresas que fornecem para o mercado interno. Desta forma aumenta-se o consumo dos brasileiros.
Outra ideia seria trocar o padrão Dólar ou ouro, por um pool de commodities: O valor do Real seria determinado por uma média ponderada em equivalência de produtos como milho, soja, carne bovina, petróleo e minério de ferro, por exemplo. Isto se chama “equivalência de produtos”. A coisa não seria aplicada automaticamente. Um “amortecimento sazonal” seria necessário para evitar grandes variações. Se outros países exportadores de commodities vierem a seguir nosso exemplo, os países mais pobres do mundo tenderão a se fortalecer.
Tenho mais a propor, mas vou parar por aqui, pois o artigo está ficando muito extenso. Se continuar vou acabar fazendo a revolução.

domingo, 14 de julho de 2019

ASCENÇÃO DE ADOLF HÍTLER E ELEIÇÃO DE JAIR BOLSONARO - O QUE HÁ EM COMUM?


O nazismo alemão se inspirou no fascismo italiano. Tanto é verdade que Adolf Hitler tinha em Benito Mussolini uma verdadeira veneração. O nazismo foi uma variante de fascismo. “O fascismo fascina!” Fascinou o mundo na primeira metade do século passado. Dominou boa parte da Europa depois da década de vinte. Mais notadamente Itália de Mussolini, Alemanha de Hitler, Espanha de Franco, Portugal de Salazar. Influenciou na política na América do Sul. Argentina de Perón. Brasil de Vargas. E porque não os Estados Unidos de Roosevelt e a União Soviética de Stalin.

Hoje em dia parece muito estranho que povos de países bem desenvolvidos, com tradição em embates políticos, possam ter não só aceito, mais apoiado apaixonadamente regimes fascistas. Este fenômeno pode ser explicado (como em tudo na História) por fatores objetivos (pendengas da primeira grande guerra e a crise de 1929) e fatores subjetivos.

 O apoio popular ao fascismo na Europa não foi por acaso. Já era bem conhecido na época o ditado “a propaganda é a alma do negócio”. Foram elaboradas, de forma científica, propagandas fascistas que eram literalmente uma “lavagem cerebral”. A mais famosa de todas foram os “onze princípios” de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista.

            Não pensem que estes preceitos morreram com o fim no nazismo. Assim como o fascismo os princípios de Goebbels permanecem vivos na mente dos opressores. E, ainda hoje, frequentemente são utilizados, até de forma mais sofisticada. Creio que foi assim que Trump chegou ao poder. Mas não quero falar dos Estados Unidos, no momento.



            Veja como os princípios do ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels foi utilizada no Brasil para levar Jair Bolsonaro ao poder:

Os 11 princípios do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels e como foi aplicada no Brasil.

1 - Princípio da simplificação e do inimigo único: Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

O inimigo se chama Luiz Inácio Lula da Silva, e por extensão o seu partido, o PT.
2 - Princípio do contágio: Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

            Todos aqueles que que querem LULA LIVRE estão contaminados e devem ser combatidos.

3 - Princípio da Transposição: Transladar todos os males sociais a este inimigo.

Todos os problemas econômicos e sociais que vivenciamos no Brasil atualmente são por pura irresponsabilidade do Lula como Presidente e da Dilma, seu “poste”.

4 - Princípio da Exageração e desfiguração: Exagerar as más noticia até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor.

Se observarmos com frieza, mesmo considerando que sejam verdadeiras as acusações, os delitos de Lula estão longe de representar algo extraordinário em relação ao que são revelados de muitos outros políticos brasileiros.
5 - Princípio da Vulgarização:
Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

Todo ou qualquer discurso a favor de Lula, por mais que expresse a verdade, é noticiado como algo deletério. Quando não há como fazê-lo, utiliza-se da expressão “por outro lado...” para mostrar um ponto negativo, muitas vezes sem relevância.

6 - Princípio da Orquestração: Fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias sendo estas replicadas pela “imprensa oficial”.

A chamada “fakenews” já era uma velha conhecida dos fascistas! A mesma notícia é repetida dezenas de vezes até leitor ou telespectador aceitar aquilo como verdade.

7 - Princípio da Renovação: Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

A mídia, de um modo geral, massificou e repetiu, incansavelmente, os “crimes” imputado ao Presidente Lula pela Lava Jato, sem deixar a população raciocinar sobre as fragilidades e incongruências das acusações.

8 - Princípio do Verossímil: Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

A mídia é oligopolizada, os principais jornais, revistas e rede de TV, sempre publicam as mesmas notícias, entrevistam com muito mais frequência “analistas” críticos aos governos do PT, do que àqueles que de certa forma apoiaram.
9.-Princípio do Silêncio: Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

Toda informação que ajuda a demonstrar a inocência de Lula. Todas as denúncias de que as conquistas sociais e econômicas dos governos do PT estão sendo destruídas devem ser ignoradas ou divulgadas laconicamente.
10 - Princípio da Transferência:
Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato negativo deve ser lembrado um fato que tenha acontecido antes.

Sempre houver uma notícia negativa sobre o poder atual, que não se possa ignorar, deve-se comparar com algum fato ocorrido nos governos Lula ou Dilma.
11 - Princípio de Unanimidade: Busca convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Isto é possível no Brasil, pois a mídia é oligopolizada. É bom lembrar aqui o papel dos anunciantes, que querem que o Brasil entregue suas riquezas aos grupos oligárquicos internacionais.


Agora apresente a defesa de suas ideias na parte reservada às respostas neste Blog.


sábado, 13 de julho de 2019

GEOPOLÍTICA AOS MEUS OLHOS – II: COMO É O MUNDO ATUAL



          Imagine um grande jogo de “War”, aquele mesmo joguinho de tabuleiro e peõezinhos que os adolescentes costumam consumir noites. Imagine uma dezena de equipes de jogadores, todas disputando o domínio do mundo. Equipes que não têm nomes, não representam nenhum território específico, mas cada uma das equipes têm seus objetivos estratégicos. Pois é!... Este é o planeta Terra.

Este jogo é assistido e vivido por mais de sete bilhões de espectadores. E assim como em qualquer evento esportivo, existem narradores e comentaristas. Nem sempre com muito critério. Estas são as mídias. Mas há aqueles que são mais exigentes, e querem ter uma visão mais próxima da realidade. Quem ganha e quem perde, neste tabuleiro? Quem comenta são os cientistas política e suas análises se denominam geopolíticas. A análise de onde e para onde o mundo caminha é necessário uma abstração impossível de se reproduzir nos melhores cérebros do mundo. Nem existem sistemas computacionais para isto. Mas é possível colocar algumas premissas, e inferir algumas tendências.

           

COMO É O MUNDO ATUAL

Os Estados Unidos, depois da segunda guerra mundial, detinham 40% do PIB do mundo. Hoje são responsáveis por apenas 20%. Todo poderio americano, na atualidade, se baseia em três pontos, o Dólar como moeda internacional, o domínio armamentista e a hegemonia sobre o petróleo no mundo.  Porém a hegemonia americana depois da falência da União Soviética, já está sendo ameaçada. Hoje existem mais dois contrapontos aos desejos ianques. O primeiro representado pela Europa Ocidental, a chamada “zona do Euro”, que curtem uma ressaca desde 2008, da festa neoliberal patrocinada por um consórcio anglo-americano nos anos noventa. O Segundo é o grupo eurasiano, liderado pela China, que durante muitos anos teve um crescimento de dois dígitos e pela Rússia, que ressurge das cinzas da ex-URSS, como uma potência bélica e detentora de grandes reservas de petróleo e gás. Juntam-se a estes dois países, a Índia, o Irã e a Turquia. O Brasil foi convidado e chegou a namorar, mas foi “colocado nos eixos” pelos irmãos do Norte, como veremos no próximo episódio.

O que observamos hoje é o seguinte: os EUA tentam desesperadamente manter sua hegemonia no mundo. Economicamente, a China começa a rivalizar-se. Do ponto de vista bélico, convencional, a Rússia tem mostrado, em alguns combates localizados, que seu poderio pode ser até superior, com armamentos mais modernos. Empresas chinesas de petróleo vêm competindo com as americanas em todos os países que abrem suas fronteiras às empresas estrangeiras. Principalmente em países africanos. Sem esquecer-se da Venezuela. Resta apenas para os americanos a impressão da moeda padrão mundial. O Dólar. Mas por quanto tempo?

A Zona do Euro poderá sofrer uma baixa com a saída da Inglaterra. Os ingleses, sexta economia do mundo, decidiram-se se aliar aos americanos neste jogo de “War”. Sobrou a Alemanha, quarta economia, e França, quinta economia. No Século passado, os alemães foram duas vezes humilhados pelo consócio anglo-americano, em duas grandes guerras. Os germânicos deram a volta por cima. Os franceses sempre tiveram suas rixas com os ingleses. Basta que a Merkel dê lugar a um governo socialdemocrata e os socialistas franceses voltarem ao poder, que haverá grande risco da “zona do euro” se aliar ao “grupo eurasiano”. Então o dólar deixará de ser moeda padrão e será o fim da hegemonia norte-americana no mundo.




quarta-feira, 10 de julho de 2019

GEOPOLÍTICA AOS MEUS OLHOS – I: COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI.






PROLOGO


            Imagine um grande jogo de “War”, aquele mesmo joguinho de tabuleiro e peõezinhos que os adolescentes costumam consumir noites. Imagine uma dezena de equipes de jogadores, todas disputando o domínio do mundo. Equipes que não têm nomes, não representam nenhum território específico, mas cada uma das equipes têm seus objetivos estratégicos. Pois é!... Este é o planeta Terra.

            Este jogo é assistido e vivido por mais de sete bilhões de espectadores. E assim como em qualquer evento esportivo, existem narradores e comentaristas. Nem sempre com muito critério. Estas são as mídias. Mas há aqueles que são mais exigentes, e querem ter uma visão mais próxima da realidade. Quem ganha e quem perdem, neste tabuleiro? Quem comenta são os cientistas política e suas análises se denominam geopolíticas. A análise de onde e para onde o mundo caminha é necessário uma abstração impossível de se reproduzir nos melhores cérebros do mundo. Nem existem sistemas computacionais para isto. Mas é possível colocar algumas premissas,e inferir algumas tendências.

            Pessoas como Bolsonaro, Moro, Glenn, Lula ou os ministros do STF, que aparecem na mídia como protagonistas de uma queda de braço pelo poder no Brasil, pouco ou nada representa para a geopolítica nacional. Trump, Shi, Clinton e Putin têm uma importância relativa no que vêm acontecer no mundo. Eles são peças colocadas no tabuleiro pelos próprios jogadores, do mesmo jeito que se coloca os peões no “War”.





COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI

           

Os Estados Unidos, depois da segunda guerra mundial, detinha 40% do PIB do mundo. Este fato deu aos americanos uma hegemonia sobre o mundo. O Dólar passou a ser a moeda padrão mundial. A União Soviética, países do Leste Europeu, China e alguns países da Ásia, se alinharam contra esta hegemonia. O mundo se polarizou com ampla vantagem para os EUA e seus satélites europeus (meros satélites!). Ao chamado campo socialista só restava a aposta na falência do sistema capitalista como um todo. Acreditavam que a característica cíclica do capitalismo, poderia levar a uma crise sem volta, muito pior que a crise de 1929. Ocorreu o contrário. A URSS faliu e levou com ela o Leste Europeu. A China levou a cabo uma ideia, que até certo ponto não era inédita. Depois da crise dos mísseis, em Cuba, Nikita Krushev tentou abrir o mercado na União Soviética. A ideia era interessante: se no século XIX países como Estados Unidos e o Brasil, mesmo sendo capitalista, possuíam nichos de escravismo, porque um país socialista não poderia ter nichos capitalistas? A proposta não vingou (o secretário geral do PCUS foi destituído). Parece que Kenedy era simpático à ideia, pois seria o fim da “guerra fria”. Porém parece que não era interessante aos “senhores da guerra”. Não sei se foi este o motivo, mas mataram Kenedy.

Durante a crise do petróleo na década de 70, o Dólar deixou de ter seu lastro em ouro. Nesta década os maiores exportadores de petróleo fundaram um cartel. A OPEP. Os bancos dos países desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos, aumentaram as taxas de juros, tornando atrativo o investimento no sistema financeiro. Por outro lado os grandes bancos passaram a emprestar dinheiro com facilidade, à juros exorbitantes, para promover o “crescimento do terceiro mundo”. Sabe-se que os governantes eram subornados para tomar estes empréstimos em condições desvantajosas. Estes empréstimos financiou o “milagre brasileiro”, quando o Brasil crescia a dois dígitos por ano.

A dívida externa brasileira passou de três bilhões de dólares em 1964, para quase cem bilhões de dólares em 1979. Os anos oitenta foi uma década de estagnação econômica e inflação altíssima no nosso país. Recorremos ao FMI diversas vezes. Refinanciamos nossa dívida várias vezes. Foram feitos vários ajustes econômico, como o “plano cruzado”, o “plano Bresser”, o “plano Collor”, e finalmente o “plano Real”. Estes planos foram um remédio muito amargo para o povo, pois eram todos recessivos, ou seja diminuía nossa capacidade de crescimento econômico,

Quando houve a falência dos países socialistas da Europa nos anos noventa, os EUA eram responsáveis por apenas 20% do PIB mundial (contra os 40% do pós guerra) e assim perdura até hoje.

Na Europa nascia o Euro e o Parlamento Europeu. Um sonho da social democracia desde o início de século XX. Porém na década de noventa prevaleceu na Europa o neoliberalismo. Os países da Europa Ocidental acreditava que sua nova moeda poderia, com o tempo, competiria com o Dólar. Porém os americanos jamais aceitou que alguma moeda viesse a competir com a sua. Em particular na área de commodities. A Europa vem se acovardando e sua moeda circula praticamente apenas entre os países membros.

A China resolveu “abrir seu capital”, sem largar não do socialismo. A China, que era um país muito fechado, mudou seus paradigmas, e fez o que os Soviéticos não fizeram. Parece que tiveram sucesso, pois hoje é a segunda economia do mundo e ainda mantém um crescimento econômico bem acima da média mundial.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

QUEM SABE SEJA INTERESSANTE SOLTAR O LULA? SÓ OS IANQUES SABEM!



O grupo de ciência mais difícil de compreender são as sociais. Para as ciências físicas normalmente basta fazer uso da matemática. Nas ciências biomédicas, muitas vezes a utilização de estatísticas é suficiente. Porém quando falamos de processos históricos, econômicos, sociológicos, ou, pior ainda, sobre geopolítica, o número de vaiáveis é tanta, que a única ferramenta que dispomos é o materialismo histórico. Porém nem mesmo a lógica de Marx pode ser aplicada em um curto período de tempo.
            Inferir o que vai acontecer no Brasil até 2020, quando serão eleitos todos os prefeitos e vereadores neste país, é impossível. Os brasileiros não têm as rédeas do próprio destino. É um país totalmente vulnerável dentro deste universo de informações em que se transformou o mundo. Nem mesmo sabemos se os vazamentos da Intercept é coisa dos russos. Quem sabe dos chineses. Porém mais provável que seja dos americanos. Destas três grandes potências, os que têm mais interesse nos Brasil são os Estados Unidos.
            O Brasil é um país muito importante para viver nesta instabilidade. Nosso país é um dos dez mais. Quinta maior população e território, nono PIB do mundo. Nestes três quesitos, o maior de todo o hemisfério sul, com influência em toda América Latina e costa ocidental da África. Maior reserva de água potável do mundo. Grandes reservas de petróleo e minério de ferro. Está na ponta na exportação de soja, milho e carnes de vários tipos.
            No jogo entre os “donos do mundo”, o Brasil é de suma importância na geopolítica. Para alguns setores do poder de fato Norte-americanos (para se localizarem, poderia indicar os simpatizantes dos democratas de Clinton) o Brasil precisa de maior estabilidade para que se possa traçar uma política global. Para os apoiadores de Trump (um grupo menos coeso, portanto mais fraco) a situação do Brasil é tema irrelevante.
            Portanto, se na virada da segunda década, os peronistas voltarem ao poder na Argentina, Bolsonaro renunciar ou for deposto, e o Mourão assumir. Moro sair do Brasil e for fazer um curso e depois morar nos EUA. E Lula, finalmente, for libertado. Não tenham dúvida que a luta das esquerdas serão fundamentais, mas contará com a ajuda dos irmãos lá do Norte.
            O Brasil tem tudo para ser uma grande potência, só falta ter forças armadas condizentes com o seu tamanho e um sistema de inteligência suficiente, não só para nos proteger, mas também para ficar informado do que passa pela cabeça dos donos do mundo.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

A LÓGICA DA LUTA MORO X LULA


            Até parece que o Brasil voltou a ser o país do jogo do bicho. Só que agora só há três bichos: Lula, Marreco e Avestruz. Mas infelizmente tal análise não procede. A biodiversidade neste nosso país, como sabemos, é muito grande para nos restringirmos a estes três animais.

            Nem todos que reconhecem a inocência do Lula são apoiadores de Lula. Nem todos que acham que a Lava Jato é uma farsa são apoiadores do Lula. O Ministro do STF Gilmar Mendes, por exemplo, é um grande crítico de Moro e da Lava Jato, e os petistas o acusam de defender os aliados de Fernando Henrique Cardoso. Existem centenas, senão milhares de outros exemplos.

            Não cabe aos admiradores do trabalho do juiz “Marreco de Maringá”, como Sérgio Moro é apelidado pelos seus opositores, devido sua voz característica, cultuá-lo como um herói. A função de um juiz é o julgamento em cima da análise dos fatos. Trabalho “heroico” pode ser do ministério público, que busca nas profundezes do baú a prova definitiva contra o réu. “Heroica” é a defesa, que vai até o infinito em busca de um álibi para rebater a prova. A mídia, ao longo do tempo, sempre colocou a Lava Jato como uma contenda entre o Juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas... como em um jogo de futebol, uma luta de judô, ou qualquer outro esporte, há mais alguém imprescindível, além dos competidores, sem o qual ninguém pode ser considerado vitorioso. QUEM “APITOU” O JOGO LULA X MORO?

            Moro sempre disse que a ação da mídia era fundamental para o sucesso da Lava Jato. Porém podemos ver que a própria mídia induziu à população um erro de valores. Colocado nas versões conforme foi publicado, só existe um resultado: CULPADO OU INOCENTE LULA SERIA PRESO. Como o juiz Moro se deixou levar pelos meios de comunicação o resultado não poderia ser outro. Sentiu-se lisonjeado aos receber um prêmio das Organizações Globo pelo seu trabalho. Esta disputa, que deveria ser entre Deltan Dallagnol e a defesa de Lula, acabou por ser desviada do sentido original. Prender Lula era uma questão de honra. Se não o prendesse estaria desmoralizado.

            Este raciocínio lógico-matemático nos leva a crer que os vazamentos do jornalista (também premiado) Glenn Grenwald mostrando que o juiz Sérgio Moro foi, na verdade, um acusador faz todo o sentido.

            E o avestruz, onde entra? A figura do avestruz é a parte da população que ficou alheia a tudo. Que teve decepções em suas escolhas políticas. Que nunca entendeu que o “poder corrompe”.

            Fazendo um parêntesis, sabe que não pode existir democracia sem um mínimo de corrupção? A lógica é a seguinte: se a maioria da população que vota é pobre, como um candidato eleito pode governar para os ricos? A corrupção em um país é inversamente proporcional à distribuição de renda. Na Noruega, Suécia, e outros países Nórdicos a corrupção é pequena. Entre os países desenvolvidos os americanos estão entre os mais corruptos. A corrupção é maior em muitos países da América Latina e da África que no Brasil.

            Mas voltando aos avestruzes. Quando a população alienada acordar e entender o que foi a Lava Jato, não obrigatoriamente serão Lulistas ou petistas, mas vão querer reparação de todos os males sociais e econômicos provocado Pela operação Lava Jato.

domingo, 16 de junho de 2019

DÓLAR NO MUNDO: ATAQUE E DEFESA


No Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que ocorre anualmente desde 1997 nesta cidade russa, reunindo autoridades de potências emergentes, neste ano de 2019 discutiu-se a questão do Dólar como moeda internacional. Em particular, pelo menos a Rússia e a China estão alternativas para a substituição da moeda americana em transações internacionais.

A história do Dólar Americano como moeda internacional surgiu antes mesmo de terminar a segunda guerra mundial. Em 1944. Nada mais justo, pois naquela época os EUA eram responsáveis por nada menos que 40% do PIB mundial. Atualmente este percentual caiu pela metade, com o agravante que os Estados Unidos abandonaram o padrão ouro na década de 70 do século passado. Os países do mundo vêm aceitando este monopólio dos americanos na emissão de moedas por diversos motivos. Primeiro pelo potencial bélico da maior potência mundial. Quem fala em tirar o Dólar como moeda padrão compra uma briga. Segundo porque a zona do Euro ainda tem dúvida se vale a pena colocar sua moeda competindo com a moeda americana. Pode causar alguma instabilidade ao Euro, segundo alguns especialistas. Terceiro porque não há consenso entre os países sobre a criação de uma moeda internacional independente.

Porém a crise de 2008, que começou com a quebra de bancos nos EUA, devido a inadimplência de financiamento de imobiliário, custou ao erário norte-americano um trilhão de Dólares. Como o Dólar era a moeda internacional, a crise se espalhou por todo o mundo, notadamente nos países europeus. As reservas internacionais, a autossuficiência na produção de petróleo e a política keynesiana na economia durante o governo Lula atenuaram a crise no Brasil.

A crise internacional, provocada por problemas internos dentro dos EUA, já passou, mas a lição ficou. O discurso inflamado de Putin e as mensagens do Vice Primeiro Ministro chinês apontam para o banimento da moeda americana no comércio bilateral, entre as duas potências do oriente, assim como, sempre que possível, evitar fazer transações em dólar no comércio com outros países.

Parece que potências europeias ficaram diplomaticamente quietas. Só assuntando! A zona do Euro não vai ficar muito tempo parado, observando a guerra econômica entre Estados Unidos contra China e Rússia. Os Estados Unidos de Trump se defendem recrudescendo suas garras sobre a América Latina, notadamente Brasil e Argentina. O México é membro do NAFTA. Apesar de todo nacionalismo de Obrero, o México já está no papo há muito tempo!